Foto de Alvaro Garcia, Jornal "El Pais"

Porque se "confessar" à Waltraud Meier?

Desde que comecei com o blog há alguns anos atrás, o motivo sempre foi o amor e devoção pelas obras de Richard Wagner, mas sempre pensei que seria interessante eu “explicar” o porque das “confissões” serem justamente à Waltraud Meier...

na verdade são varios motivos... talvez seja em função da primeira vez que a vi cantar ao vivo em Paris (23/02/06) que senti que sua voz falava diretamente ao meu coração, e eu, ingênua, nem sabia que ela era simplesmente a maior cantora wagneriana dos nossos tempos (para mim, de todos os tempos!),mas depois disso só tinha uma certeza em mente “preciso ouví-la cantar Isolde!” e ai que começaram as inspirações dos textos...

mas talvez seja depois que assisti seu portrait, que a sensação que tive era que conversava pessoalmente com ela, pois parecia que o dvd respondia às minhas perguntas...

talvez seja depois da primeira vez que dei um livro para ela e ela respondeu: “mas como você sabe que eu me interesso pelo assunto?”...

talvez seja pelas influências astrológicas e vários pontos que temos em comun...

talvez seja, simplesmente pela pessoa fantástica que ela é... talvez ai vocês me perguntem “como você pode afirmar isso?”, simples: pela transparência que ela é, pela sua forma de viver os personagens em cena, pela sua forma humilde e discreta de ser, eu diria que é muito fácil saber realmente quem é Waltraud Meier...é só olhar em seus olhos, pois o brilho que vem de seu coração não a permiti “mentir” ou transparecer qualquer coisa que não seja seu coração, ou seja, sua alma... Em uma das cartas que entreguei à Waltraud dizia que ela é um ser humano que realmente vive a trindade do BOM, do BELO e do VERDADEIRO, que é exatamente a essência da musica de Richard Wagner... e acho que é isso, acredito que o próprio Wagner adoraria tê-la conhecido e se "confessaria" à ela também!

Para compartilhar isso com vocês preciso colocar esse trecho do seu portrait que sempre fala ao meu coração, pois sempre que assisto, mesmo sabendo quase “de cor”, sinto um "arrepio" de como se estivesse assistindo pela primeira vez... espero que isso não seja “violação de direitos autorais” pois meu interesse é sempre o mesmo: compartilhar com os amigos o que vem do coração.

E fica também o convite para quem quiser “confessar” algo também, seja a admiração pelas obras wagnerianas, ou pela Waltraud, ou pelos dois! (que é o mais provável!)

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video

Segue a transcrição do video: “Se me perguntam: porque Wagner tornou-se, de certa forma, “meu” compositor..., não posso dar resposta sucinta,... sem dúvida, nunca chegarei ao fim desta questão..., eu tento responder indo além da simples afirmação que apenas me interesso profundamente à complexidade da sua obra, que exige muito de mim mesma..., se tomamos apenas os aspectos psicológicos presentes na sua temática lírica, pode-se estudar a psicologia de cada personagem, decifrar a sua personalidade, pode-se abordar Wagner sob ângulos muito diversos, é possível consagrar a sua vida só a um aspecto, por exemplo a psicologia, a filosofia, ou simplesmente o texto, de um ponto de vista meramente técnico; pode-se estudar a orquestração, a linha mélodica, o tratamento da voz, e depois pode-se considerar todos os elementos juntos..., no que me diz respeito, acredito que seja uma reflexão infinita, tenho a impressão que nunca chegarei a resposta dessa questão..., espero que possa ter a chance de ter uma outra vida, assim poderei continuar a minha reflexão… e é exatamente isso que acho fascinante em suas obras..., se interrogar-me qual a minha opinião sobre os outros compositores de óperas, em comparação com Wagner, eles me parecessem ligeiramente simples..., as suas obras são magníficos, certamente, de melodias prodigiosas, que tocam-nos o coração, mas tal unidade eu encontro apenas em Wagner”

1 commentaire:

  1. susana c. adam11 mai 2009 à 05:17

    Te agradezco mucho este texto, supongo que en el fondo todos los que leemos tu blog sabemos de sobra porque tus confesiones van dirigidas a Waltraud, pero siempre es interesante compartir puntos de vista, y tengo que decirte que me alegra un montón que tus confesiones vayan dirigidas a esta gran señora de la escena, una persona que fascina no sólo por su forma prodigiosa de cantar o de actuar, sino por la sinceridad y por la emoción que pone en todo lo que hace. Quien no ha visto a Waltraud Meier en un escenario no puede saber lo que es la ópera, no ha habido ningún artista ni con la inteligencia ni con la sensibilidad que ella posee a raudales.Cuando la ves desaparece el teatro , sus personajes son seres humanos nacidos del más profundo y respetuoso estudio .El video con Domingo en el Liceu me ha arrancado las lágrimas, yo estuve allí y te aseguro que si después me hubiese muerto lo hubiese hecho convencida de que lo mejor ya me habia sucedido .Tardé muchos dias en volver a la realidad, todavia recuerdo la tormenta que cayó después en Barcelona, el sónido de aquellas gotas fundidas al dia siguiente con las del mar, gris y solitario me golpean siempre que vuelvo a oir la lluvia como si me dijeran: NO FUE UN SUEÑO, NO FUE UN SUEÑO... Quisiera invitar a todos los que leeis este blog a que colaboreis con vuestras opiniones, aquí no se juzga a nadie , sólo se trata de charlar entre amigos que comparten tantas emociones. Un beso.

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